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5 de fevereiro de 2011

SAL IODADO

O Sal Iodado é o sal que contém Iodo. O Iodo é um mineral essencial para o crescimento e desenvolvimento do corpo humano. Sem Iodo, o corpo e o cérebro não se desenvolvem adequadamente. A falta de Iodo é a causa mais comum da deficiência mental no mundo, mas, felizmente ela pode ser prevenida.
A carência de Iodo afeta a saúde de mais de 50% das pessoas que vivem nas regiões com deficiência de Iodo. Estas pessoas não podem trabalhar ou produzir bem. Muitas crianças não crescem nem estudam bem por causa da deficiência de Iodo.
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As manifestações da deficiência de Iodo são várias: o bócio, o atraso mental, crescimento e desenvolvimento retardados, entre outros. O bócio é o sinal mais evidente da falta de Iodo. Porém, o efeito mais grave e que, muitas vezes não é facilmente observado, é o atraso mental que é irreversível (quer dizer, que não tem cura).
O bócio é o aumento do tamanho da glândula tiróide que se encontra no pescoço. Quando existe pouco Iodo no corpo, esta glândula aumenta o seu volume ao tentar recolher mais Iodo.
A quantidade diária de Iodo que o nosso corpo precisa é muito pequena. O total que uma pessoa precisa durante toda a sua vida é uma colherinha das de chá.
O Iodo está disponível nos alimentos do mar, como o peixe, mariscos, mas como o acesso a estes alimentos é difícil em muitos casos, decidiu-se colocar o iodo no nosso sal, de modo a enfrentarmos os problemas causados pela sua falta.
O consumo regular do Sal Iodado na alimentação, pode evitar as doenças causadas pela falta de Iodo. O Sal Iodado não é um remédio nem a cura para o atraso mental ou cretinismo, porém ajuda a prevenir estas doenças. Consumir Sal Iodado na alimentação ajuda a reduzir o tamanho do bócio, quando este é pequeno. Quando o bócio é grande, este pode parar de crescer mais, se consumirmos regularmente o Sal Iodado.
Portanto, a melhor forma de prevenirmos o aparecimento das doenças por falta de Iodo é através do consumo regular do Sal Iodado. O Sal Iodado começou a ser produzido em Moçambique desde 1995, pelos produtores de sal e já está à venda em algumas lojas. Este sal é vendido em sacos de plástico com a inscrição SAL IODADO. Contudo, os produtores deste sal ainda precisam de muito apoio para poder continuar a produzir Sal Iodado nas suas Indústrias.
É uma mistura de sal de cozinha com iodeto de potássio (KI). Este composto quando em solução aquosa se dissocia em íons iodeto (I1-) que são essenciais para os hormônios tiroxina e triodoronina. A falta de produção destes hormônios na tireóide conduz ao Hipotiroidismo de que resultam o bócio, ou “papo” e mixedema.

Tudo isso se deve a maior quantidade de iodo que foi adicionada ao sal de cozinha entre 1998 e 2003. Na época, as indústrias deveriam adicionar de 40 a 100 mg/kg de iodo ao sal. Depois de um grande estudo realizado pela USP em escolares de oito Estados brasileiros, que revelou aumento da quantidade de iodo na urina, o Ministério reduziu o iodo adicionado ao sal para 20 a 60 mg/kg.
A UNICEF recomenda que crianças na faixa etária de zero a sete anos, consumam 0,09mg de iodo; pessoas com idade entre sete e 12 anos, uma quantidade equivalente a 0,12mg e maiores de 12 anos, 0,15mg do nutriente por dia. Em gestantes ou lactantes, essa necessidade aumenta para 0,2mg por dia.


2 comentários:

  1. Vim parar aqui procurando respostas sobre o sal de cozinha.
    Tenho notado que ultimamente o sal esta com cheiro forte, é o iodo? Mesmo o light esta forte, será que sempre foi assim e só agora estou notando?

    Em seu texto diz: "A quantidade diária de Iodo que o nosso corpo precisa é muito pequena. O total que uma pessoa precisa durante toda a sua vida é uma colherinha das de chá."

    Durante toda minha vida só uma colherinha de chá? Então já usei muito mais que isso, porque somos obrigados a usar sal iodado?
    Existe sal de cozinha sem iodo a venda?

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  2. O cheiro forte é pelo Iodo sim!

    LIGHT - é uma mistura de cloreto de sódio e cloreto de potássio, em partes iguais, portanto tem 50% menos sódio que o sal de cozinha comum. O Iodado é o comum!!!É para evitar uma doença chamada bócio que é decorrente da falta de iodo no organismo.
    A adição de iodo no sal de cozinha, obrigatória desde 1995, é considerada uma grande conquista da saúde pública brasileira, mas o País exagerou na dose. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP, revela que o excesso de iodo no sal provocou um aumento de casos de doenças da tireóide. O estudo analisou o sangue e a urina de 829 moradores de bairros periféricos de São Paulo e comprovou que cerca de 20% das pessoas tinham Tireoidite Crônica Auto-imune. O padrão internacional é de 7%. Na Dinamarca, onde o sal não tem iodo, o índice da doença é de 4,3%. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, cujas populações utilizam sal iodado, a prevalência é de 9,1%.

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