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29 de outubro de 2011

MORANDO COM A QUÍMICA

O que aconteceria se, por um passe de mágica, a Química deixasse de ser utilizada na construção civil? O homem recuaria no tempo e voltaria a morar em cabanas de madeira ou em simples casas de argila. Luz e água quente, só a propiciada pelo sol ou por uma fogueira. Construção de edifícios, nem pensar. Delícias da vida moderna, como poder ligar o chuveiro, assistir à TV, ouvir uma boa música ou algo tão singelo como abrir uma torneira para lavar as mãos, simplesmente desapareceriam.
Embora você não perceba, a Química é uma companheira constante em sua casa ou apartamento. E está presente em todos os cômodos de sua residência. Olhe para as paredes. Você não a vê, mas com nomes como dióxido de titânio, poli (acetato de vinila), acetato de etila, acrilato de etila e lacas de nitrocelulose, entre muitos outros possíveis, ela está presente na formulação das tintas que revestem e dão aquele colorido repousante na sua casa.
Escondido nas paredes, o poli (cloreto de vinila), mais conhecido por sua sigla, PVC, conduz água e eletricidade para todos os pontos da sua casa com a vantagem de não ser atacado pela umidade, para desespero de encanadores e eletricistas. Aliás, os fios e cabos elétricos também são revestidos com PVC. Resinas fenólicas e o hexametilenotetramina estão na composição das tomadas feitas com baquelite. Resinas termoplásticas como o polietileno, polipropileno e o poliestireno também marcam presença na moldagem de interruptores, das tomadas e dos espelhos que dão aquele bonito acabamento à sua residência.
Há muitos outros produtos químicos utilizados, direta ou indiretamente, na construção civil. Torneiras, registros e maçanetas, por exemplo, só ganharam aquele bonito brilho após passarem por vários tratamentos químicos. Cianetos de sódio e de cobre, com barrilha ou soda cáustica, dentre outros, foram utilizados para proteger o metal contra a corrosão. Depois, sulfato e cloreto de níquel, junto com ácido bórico e aditivos, completaram o tratamento. O ácido crômico e o ácido sulfúrico deram brilho ao metal. E, se a sua torneira, maçaneta ou suportes têm aquele tom acobreado, saiba que ele foi obtido pela ação dos cianetos de cobre, de zinco e de sódio. A Química pode até ter nomes bastante complicados, mas de uma coisa é certa: ela não só está morando com você, como está presente em vários outros produtos e utensílios utilizados na decoração de sua casa e nas atividades do seu dia-a-dia. Mas essa é uma outra história. De toda forma, é sempre bom lembrar que, sem a Química, seria muito mais difícil chegar em casa, após um duro dia de trabalho, e exclamar: "lar, doce lar".

DORMINDO COM A QUIMICA



Uma revigorante noite de sono está mais associada com a Química do que pode imaginar a maioria dos usuários de colchões. Talvez em função do hábito de fechar muito rapidamente os olhos na hora de dormir, muitos não percebam a presença da Química em cada elemento de conforto do seu quarto.
A maciez do colchão, por exemplo, é garantida por uma placa de espuma de poliuretano, revestida por um tecido de poliéster, tingido com corantes dispersos, como, por exemplo, nitroarilamina. O lençol, por sua vez, é fabricado a partir de uma reação de um monoetilenoglicol com dimetiltereftalato ou ácido tereftálico, matérias-primas do poliéster. Mesmo se o lençol fôr 100% algodão, suas fibras são tratadas com hidróxido de sódio para garantir resistência.
Até na intimidade do quarto, a Química está próxima de nós. Felizmente, com o cansaço do fim do dia, não precisamos nos lembrar muito dela. Mas é bom saber que a cama de madeira muito provavelmente foi revestida com laca nitrocelulósica ou poliuretânica, mais conhecida como verniz. Já a cama tubular, toda trabalhada, nada mais é do que um metal fundido, polido com ácidos abrasivos, tratada por agentes fosfatizantes e revestido com tinta à base de epoxi ou poliuretano. Dá até sono.
Mas pode dormir tranqüilo. O rádio-relógio vai despertar na hora, graças ao conjunto de semicondutores soldados com uma liga de estanho e cobre sobre uma placa de uréia-formol, produzia a partir de reações químicas. Com um único choque possível: o barulho alto.
Ao despertar e sair da cama, você pisa no carpete, uma composição de fibras de poliamida, polipropileno e outras resinas. Mas se o chão é de assoalho, polido e brilhante, ele foi tratado contra bactérias e fungos, recebendo uma fina camada de verniz melamina-formol. Para evitar piso direto nessa camada, você prefere usar o chinelo de borracha - feita de acetato de etilvinila ou de policloreto de vinila - e levantar já calçado na química, para mais um dia. Levante tranqüilo. Mesmo sem se lembrar, você estará bem acompanhado.




28 de outubro de 2011

A QUÍMICA EM UM BOLO




Muitas pessoas não percebem, mas a cozinha e um fantástico laboratório químico, um lugar onde ocorrem inúmeros fenômenos químicos e físicos.
Por exemplo, para fazer um simples bolo ocorrem diversas reações químicas, tanto na mistura dos ingredientes tanto na ordem de preparo do bolo, a seguir você verá o porque de tudo ser feito conforme a ordem descrita nas receitas, este exemplo é de um simples bolo.
Na maioria das vezes antes de começar-mos a preparar um bolo precisamos acender o forno, isso se chama pré-aquecimento (+- 15min.) pois ao colocar o bolo no forno é importante que o mesmo já esteja quente , desse modo, o gás carbônico que será obtido pela transformação do fermento não irá escapar da massa antes que ela comece a se solidificar.
As claras em neve é uma espuma usada em vários tipos de bolo, são obitdas batendo as claras dos ovos em uma batedeira ou com um garfo, ela é formada por porque o movimento de bater vai introduzindo ar, que as claras incorporam em grande quantidade (pelo menos 3 vezes o seu volume original).
Normalmente bate-se a gema dos ovos com açúcar e manteiga, mas porque?A resposta é “simples”, quando batemos a gema o açúcar e a manteiga, os cristais de açúcar formam pequenas “bolsas” de ar que ajudam na sustentação inicial da massa.
Agora o ingrediente mais importante em um bolo, o fermento.
Quando adicionado na massa o fermento sofre uma transformação química liberando gás carbônico, por exemplo, a partir da reação entre bicarbonato de sódio e fosfato monoácido (dihidrogenofosfato de cálcio):

8 NaHCO3 +    3 Ca(H2PO4)2 —–>    Ca3(PO4)2 +    4 Na2HPO4 +    8 CO2 +    8 H2O
8 NaHCO3 ——- Bicarbonato de Sódio
Ca(H2PO4)2 —– Dihidrogenofosfato de cálcio
Ca3(PO4)2 ——– Fostato de Cáclio
4 Na2HPO4 —— Monohidrogenofosfato de Sódio
8 CO2 ————— Gás Carbônico
8 H2O ———— Água


É o gás carbônico, CO2, que faz o bolo crescer, tornando a massa leve e macia. Essa reação é favorecida pelo aquecimento, por isso a utilização de ingredientes gelados no preparo da massa pode prejudicar o resultado final.
Você nunca deve abrir o durante o cozimento do bolo porque as bolhas de gás carbônico e de vapor de água que estão dilatadas na massa, devido ao aquecimento, podem se contrair se forem resfriadas bruscamente, fazendo o bolo murchar.